No mínimo diferente. Revolucionário. Craque. Johannes Cruyff surgiu para o futebol no final dos anos 60 e mudou o conceito que todos tinham a respeito desse esporte.
Veloz, astuto, corria por todo o campo abrindo lacunas para os companheiros. Com a bola nos pés, tinha habilidade e uma noção de espaço fora do comum. Diferente da maioria dos atacantes até então, não esperava a bola chegar, fazia melhor, ia atrás dela.
Estreou na seleção da Holanda com apenas 19 anos. Logo no primeiro jogo, deixou sua marca no empate de 1 a 1 diante da Hungria.
Foi um dos líderes na conquista do vice-campeonato mundial em 1974, com o chamado "Carrossel Holandês". Naquele time, nenhum jogador tinha posição fixa no gramado. Todos rodavam em busca de um melhor posicionamento.
Temperamental, se desentendeu com os cartolas do seu país pouco antes da Copa do Mundo de 1978 e acabou abandonando a seleção.
Em clubes, Cruyff também fez história. Iniciou a carreira no Ajax, em 64. Nove anos depois, já consagrado, foi contratado a peso de ouro pelo Barcelona (na época, a maior contratação da história) e não decepcionou.
Na sua segunda temporada deu ao clube o título espanhol após 14 anos de jejum. De quebra, foi o artilheiro da conquista.
Deixou o Barça em 1978 para jogar nos Estados Unidos, mais precisamente no Washington Diplomats e, posteriormente, no Los Angeles Aztecas.
De 1981 a 1982 regressou à Espanha para defender o Valencia. Depois, ainda passou novamente pelo Ajax e Feyenoord. Em 1988, aceitou o convite para treinar o Barcelona e permaneceu no comando do clube até 1996.
Cruyff ganhou o prêmio de melhor jogador da Europa nos anos de 1971, 1973 e 1974, e ficou com o terceiro posto em 1975.
Atualmente, o holandês trabalha na preparação de atletas em Amsterdã e inaugurou um centro de treinamento na Universidad Deportiva Johan Cruyff.


Nenhum comentário:
Postar um comentário